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Trajano e Dellazzana

O que pesa mais: uma caneta hoje ou o risco do seu patrimônio não chegar aos seus filhos?

Você trabalhou a vida inteira, comprou sua casa, construiu suas economias e fez de tudo para deixar sua família segura. Mas, de repente, você descobre que quando não estiver mais aqui, a burocracia e os impostos podem consumir grande parte de tudo o que você suou para conseguir. A verdade é que o peso de uma caneta hoje, para assinar um documento e organizar tudo, é muito menor do que o peso de ver seus filhos não conseguirem receber o que é deles por direito.

Por que o patrimônio pode não chegar aos filhos? Quando uma pessoa falece sem deixar os bens organizados no papel, tudo precisa passar por um processo chamado inventário. Esse processo costuma ser demorado e exige o pagamento de impostos, taxas de cartório e outros custos. Se os filhos não tiverem dinheiro guardado para pagar tudo isso à vista, eles podem ser forçados a vender os imóveis às pressas, por um valor muito menor do que realmente valem, apenas para conseguir pagar as dívidas do processo.

Exemplo (fictício): Seu Antônio tem duas casas simples e um terreno. Ele nunca fez nenhum documento dizendo o que ficaria para cada filho. Quando ele faltar, os dois filhos terão que pagar o imposto de herança sobre todos os imóveis de uma vez só. Sem dinheiro no banco, eles precisarão vender o terreno pela metade do preço para cobrir as taxas e não perder as casas. Se o Seu Antônio tivesse organizado isso antes, os filhos estariam protegidos.

Como proteger seus bens (Passo a passo)

  1. Reúna os documentos: separe os papéis da sua casa, do seu terreno e dos seus veículos.
  2. Converse com a família: entenda as necessidades dos seus filhos e pense em como você gostaria de deixar as coisas organizadas.
  3. Busque ajuda profissional: um advogado vai explicar quais são as opções mais seguras e baratas para o seu caso (como fazer uma doação em vida ou um testamento).
  4. Assine os papéis: vá ao cartório para colocar a sua vontade no papel e garantir a segurança de todos.

Erros comuns

  • Achar que fazer documentos em vida significa perder as suas coisas. Você pode, por exemplo, passar a casa para o nome dos filhos, mas garantir no papel que vai morar nela até o fim da vida.
  • Deixar tudo para depois, acreditando que os filhos vão dar um jeito fácil de resolver quando chegar a hora.

Perguntas frequentes

Fazer essa organização em vida é mais barato do que o inventário? Na grande maioria das vezes, sim. Organizar em vida permite escolher caminhos que pagam menos impostos e evita multas, juros e a necessidade de vender os bens às pressas.

Eu posso escolher deixar uma casa para um filho e um terreno para outro? Sim. Organizando em vida, você tem o poder de decidir como as coisas serão divididas, evitando brigas e dores de cabeça no futuro.

Garantir o futuro da sua família custa apenas o peso de uma caneta hoje. Organizar seus bens em vida protege seus filhos de processos longos, gastos imprevistos e da perda do patrimônio que você levou a vida inteira para construir.

Este conteúdo é informativo e não substitui a análise de um advogado sobre o seu caso.

Guilherme Fontana Dellazzana – OAB/SC 63.216
Mariana Martins Trajano – OAB/SC 61.892

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